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Fake news: como elas podem se infiltrar na sua companhia

Um dos principais problemas é que as empresas não sabem o que fazer e como reagir

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por Andréa Pontes 

Nunca se falou tanto em notícias falsas na internet, as chamadas “fake news”. O assassinato da vereadora carioca, Marielle Franco, e de seu motorista, Anderson Gomes, colocou em destaque uma prática que já existia nas redes sociais e aplicativos, porém, desta vez, envolveu autoridades do alto escalão do Brasil. Tem-se falado muito sobre o certo e o errado em cada situação, e o que deveria ter sido feito. O fato é que o compartilhamento indiscriminado de informações falsas ultrapassa a esfera pública e traz alertas ao setor corporativo, no quesito de reputação.

Com as fake news no centro das atenções, as empresas devem se preocupar ainda mais com suas políticas internas de esclarecimento aos funcionários a fim de evitar crises de imagem. Alguns usuários partem do princípio que se algo está na internet é porque é verdadeiro. No entanto, imagine só quantos conteúdos são compartilhados e o que realmente é verificado ou investigado antes?

É importante falar aos colaboradores sobre divulgações, correntes e informações falsas que circulam nas redes sociais e como isso pode afetar diretamente a companhia em si e as pessoas envolvidas. O perfil de um funcionário não é pessoal. Qualquer opinião particular é vista como parte da empresa onde ele ou ela trabalha. Não é possível quebrar essa conexão.

Considerando os públicos externos, a base de todo o trabalho deve ser a prevenção, com o monitoramento constante do que é dito indevidamente sobre os negócios, produtos ou dirigentes da empresa. No mundo tecnológico de hoje, esses conteúdos podem estar na internet, aplicativos de conversa e redes sociais, ou em todos ao mesmo tempo. A adoção de medidas rápidas de esclarecimento, caso a caso, é fundamental para a manutenção de uma reputação coerente com a realidade da companhia.   

Um dos principais problemas é que as empresas não sabem o que fazer e como reagir assertiva e rapidamente a situações que envolvam fake news. Equipes preparadas e um parceiro competente de comunicação são fundamentais para guiarem os gestores neste universo fake. Porém, as oportunidades não devem se restringir a estes episódios fora da curva: a construção de uma imagem sólida acontece mesmo é no dia a dia, onde a transparência e o tratamento respeitoso às pessoas e instituições deve ser a regra. 

Cuidar da reputação organizacional é uma tarefa diária e, quando mais sólida a imagem construída, menos ela será afetada em termos de turbulências,  fakes ou não.

Andréa Pontes é jornalista e managing director da Golin, do grupo IPG (Interpublic Group)

Fonte: Propmark

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